Lucas Dias
08/11/2019
Garça 

Velório: vereador fala sobre disponibilização de gazofilácio

Entre os requerimentos apresentados durante e 35.ª Sessão Ordinária está o de número 1.213 de autoria do vereador Wagner Luiz Ferreira (PSDB) solicitando às Funerárias Bom Pastor e Santa Cruz para que informem a possibilidade de disponibilizarem envelopes próprios e um gazofilácio, para que as pessoas que comparecerem aos velórios possam realizar donativos à família do falecido.

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Entre os requerimentos apresentados durante e 35.ª Sessão Ordinária está o de número 1.213 de autoria do vereador Wagner Luiz Ferreira (PSDB) solicitando às Funerárias Bom Pastor e Santa Cruz para que informem a possibilidade de disponibilizarem envelopes próprios e um gazofilácio, para que as pessoas que comparecerem aos velórios possam realizar donativos à família do falecido.

Lembrando a cultura japonesa, o vereador colocou que é costume nas cerimonias fúnebres os participantes entregarem à família do falecido, envelopes com quantias em dinheiro par auxiliar os familiares neste momento tão doloroso que é o falecimento de um ente querido.

“A quantia a ser oferecida nessas ocasiões é proporcional à proximidade com o falecido. Doar quantias altas é apenas para os mais próximos, unidos por laços de consanguinidade, profissional ou de amizade. Donativos altos para os não próximos é estranho para os japoneses, é estar “fora do lugar”, isto é, “fora da hierarquia em relação ao morto””, colocou ele.

O edil garcense explicou que a quantia doada deve ser colocada num envelope branco (de carta), ou num envelope apropriado para este fim.

O envelope, segundo ele, pode ser entregue à pessoa mais próxima do falecido – a esposa, o marido ou o filho mais velho. A entrega acontece antes da cerimônia fúnebre, quando se procede os pêsames.

“Outra prática bastante comum, principalmente quando a cerimônia está sendo realizada em casa, é oferecer o envelope diretamente ao falecido. Em outras palavras, ao Buda inscrito na tabuleta conhecida por “lhai”. Isso acontece no momento em que as pessoas são convidadas pelo oficiante a oferecer incenso. O envelope pode ser depositado ao lado da caixa em que contém o incenso em ´´o ou no recipiente no qual se deposita as varetas de incenso”, falou ele. 

Ainda sobre a tradição nipônica o vereador colocou que em alguns casos, numa cerimônia com muitos convidados, no templo, uma mesa serve como recepção. É o local em que se assina o nome num livre de frequência e o envelope deve ser entregue nesta ocasião.

“Está é uma prática que ajuda sobremaneira os familiares do falecido, tendo em vista que a morte pega a todos de surpresa. Considerando que se fosse adotada tal medida em nosso município, os recursos angariados ajudariam a família a arcar com os custos do funeral. Requeiro à Mesa, oficie às funerárias Bom Pastor e Santa Cruz para que informem a possibilidade de disponibilizarem envelopes próprios e um gazofilácio, para que as pessoas que comparecerem aos velórios possam realizar donativos à família do falecido”, finalizou ele. 


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