Fábio Dias
07/11/2019
Garça 

Captação múltipla de órgãos no Hospital de Presidente Prudente beneficia seis pacientes

Coração e pulmões foram enviados a moradores da capital paulista; fígado e rins foram para Marília

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Uma família aceitou doar os órgãos do ente querido, um homem de 27 anos. A captação múltipla de órgãos realizada no Hospital Regional de Presidente Prudente, no último dia 31 de outubro, pode dar uma oportunidade de uma vida nova a seis pacientes do Estado de São Paulo.

O coração e dois pulmões foram encaminhados a três moradores de São Paulo. O fígado e os dois rins foram para três pacientes de Marília.

 “Esse coração será ofertado para um paciente que está vivendo através de aparelhos e que, se não conseguisse o órgão, iria a óbito em poucos dias. Essa doação será fundamental para oferecer uma qualidade de vida muito melhor para ele”, afirmou o cirurgião cardíaco do Incor, Samuel Padovani. Para ele, essa conscientização por parte das pessoas é fundamental para que, mesmo diante da dor da perda do familiar, outras vidas sejam salvas.

Essa é a primeira captação de coração realizada no Hospital Regional em 2019. Para o coordenador de transplantes da unidade, Renato Ferrari, essa doação múltipla de vários órgãos difíceis de serem encontrados é um trabalho que deve ser comemorado. “É muito raro você conseguir ofertas todos esses órgãos juntos, de uma só vez. Agradecemos a todos os que estiveram envolvidos nesse trabalho e esperamos que as famílias se conscientizem cada vez mais, pois somente através da aceitação familiar é possível realizar a doação de órgãos”, destacou Ferrari.

Mais de 50 pessoas do Hospital Regional de Presidente Prudente, Instituto do Coração (Incor), Unicamp, Santa Casa de Presidente Prudente e Polícia Militar, estiveram envolvidas para conseguir realizar a captação desses seis órgãos e destiná-los aos seus receptores.

Atualmente, a doação de órgãos deve ser consentida. Quem quiser ser doador não precisa mais incluir a informação no RG ou na CNH. Basta comunicar familiares com até o 2º grau de parentesco. Por essa razão, é fundamental haver diálogo entre as famílias sobre o desejo de ser ou não doador de órgãos.


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