Lucas Dias
13/03/2019
Garça 

Prefeito João Carlos participou de audiência pública sobre pedágios em Bauru

Audiência pública em Bauru foi marcada por protesto contra pedágios

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O Prefeito João Carlos dos Santos (DEM) participou nesta segunda-feira (11), na sede do DER (Departamento de Estradas de Rodagem), em Bauru, da 1ª Audiência Pública do Projeto de Concessão do Sistema Rodoviário Lote “Piracicaba-Panorama”, com extensão de 1.201 quilômetros. O prefeito esteve acompanhado do vice prefeito Cassiano Pelegrini, da vereadora Janete Conessa (DEM) e do secretário de Comunicação, Fábio Bonassa.

O prefeito, conforme salientado pelo secretário de Comunicação, esteve no evento como representante da população garcense e, como tal, é contrário a instalação das praças de pedágio.

“Embora tenha o vice- governador Rodrigo Meira no seu partido, o que prevalece são os interesses da população e, por isso o prefeito é contrário ao pedágio. Fomos ao encontro para saber o que seria colocado”, disse Bonassa.

Após se apropriar do assunto o refeito externou sua posição.

“Entendo que o governo do Estado de São Paulo tem que olhar com mais atenção para o nosso Centro Oeste e Oeste paulistas. As riquezas produzidas no estado passam pelas estradas da nossa região: safras de alimentos, produtos manufaturados, combustíveis, medicamentos, entre outros. Daí a consequente necessidade de investimentos consideráveis na infraestrutura rodoviária. Mas não concordo com a maneira proposta pelo governo estadual, através da instalação de pedágios na rodovia SP 294, a Comandante João Ribeiro de Barros.

Estou fortemente convencido que a imensa maioria dos moradores não só de Garça, mas de toda a região, é contra a instalação dos pedágios. Ocupando um importante cargo de representação como Prefeito de Garça, também sou contra. Precisamos de mais investimentos nas estradas sim, mas não com pedágios, onde a população, as empresas que produzem a riqueza transportada e os trabalhadores é que estarão financiando estes investimentos”, afirmou João Carlos dos Santos.

De acordo com o divulgado pelo governo, o percurso para as praças de pedágio abrange trechos de 12 rodovias – SP-191, SP-197, SP-225, SP-261, SP-284, SP-293, SP-294, SP-304, SP-308, SP-310, SP-331 e SP-425 – atravessa 62 municípios das regiões de Piracicaba, Rio Claro, Jaú, Bauru, Marília, Assis e Panorama.

A Audiência Pública foi comandada pelo Diretor Geral da Artesp - Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo -, que é uma autarquia responsável por regular e fiscalizar o programa de concessões rodoviárias, o transporte coletivo intermunicipal de passageiros e todos os serviços de transporte público delegados do Estado de São Paulo – e uma das maiores preocupações dos presentes é a possibilidade da instalação de pedágios e, consequentemente, do valor destas tarifas.

O encontro desta segunda-feira, 11, foi marcado por protestos e insatisfação de muitos dos presentes. Segundo a maioria, a Audiência Pública promovida pela Artesp não respondeu, quais os critérios para a instalação de novas praças de pedágio na já duplicada rodovia Bauru-Marília (SP-294), dentro de pacote de concessão que envolve estradas de outras regiões do território paulista.

Assim como já haviam dito representantes garcenses que participaram do encontro, outros políticos afirmaram que nenhum requisito esperado de uma audiência foi cumprido.

“As perguntas tiveram que ser formuladas por escrito. Os técnicos da Artesp ficaram duas horas trancados em uma sala antes de torná-las públicas; e o pior: não responderam nada. Só diziam que os questionamentos seriam estudados, analisados. Vamos preservar nossos direitos. Essa audiência não pode ser validada”, disse o vereador de Bauru, Coronel Meira (PSB), que juntamente com Natalino da Silva (PV), registrou Boletim de Ocorrência contra o evento.

Além dos dois parlamentares, outras cinco pessoas dirigiram-se ao Plantão Policial, incluindo o deputado estadual Vinicius Camarinha (PSB) e representantes de organizações da sociedade civil.

O grupo buscará impedir judicialmente as medidas pretendidas pelo governo do Estado de São Paulo. Correntes jurídicas entendem que o projeto de concessão deveria ser submetido à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

 

 


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