Lucas Dias
15/02/2019
Garça Esporte 

O adeus ao corintiano Flávio da Lotérica Por: Tico Cassolla

No final do ano passado, encontrei o Flávio José Vieira, nas ruas da cidade, ele me parou e falou: “Tico, no próximo encontro dos corintianos, eu quero estar presente. Vê se você e o Enéas (organizador) do evento me chamam.

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No final do ano passado, encontrei o Flávio José Vieira, nas ruas da cidade, ele me parou e falou: “Tico, no próximo encontro dos corintianos, eu quero estar presente. Vê se você e o Enéas (organizador) do evento me chamam. Pô, sou um fiel corintiano, do bando de loucos, e quero estar presente”. Respondi: “Flávio, você já está escalado”. Ele continuou: “Sou um apaixonado pelo Timão, desde os tempos de Rivelino, Sócrates, Casagrande, Zenon, Wladimir, Biro-Biro, Ronaldo Fenômeno, e vários outros. Acrescentei: “Flávio, na próxima conquista faremos outra festança”. Uma pena que o “Timão” já não é mais o mesmo e nada de títulos. Só que não deu tempo. Na última terça feira o Flávio nos deixou de forma trágica e violenta. Um duro golpe que chocou toda comunidade garcense. Difícil de acreditar. Meu Deus, quanta maldade. Como bem disse sua filha Simone: “Ele não merecia acabar assim. Mas são propósitos de Deus que nunca entenderemos”.

Convivi com o Flávio muitos anos. Tal como eu ele gostava do futebol. Não lembro dele jogando. Mas adorava assistir jogos do amador e do Garça no “Platzeck”. Também tinha uma ótima memória para “discutir” futebol, times, escalações e “comentários”. Como um grande esportista colaborou com os times do amador, doando materiais, bolas (no flagrante com o esportista Carlinhos, do Cavalcante/SEC). Com um coração pra lá de benevolente, também ajudava as nossas instituições de caridades, clubes de serviços, pessoas do povo, os mais humildes, rifas então, nem se fala. Isto tudo no anonimato, pouca gente sabia. Não gostava de se aparecer. Numa ocasião quando eu e o Abegar promovemos o encontro dos ex-jogadores do Garça, estava difícil comprar bebidas para recepciona-los. Voce ficou sabendo, me procurou e disse: “Tico, vou dar pra vocês uma caixa de cerveja e refrigerantes. Podem pegar e manda receber na lotérica”. Eternamente agradecido. Este era o jeito Flávio de ser. Uma pessoa do bem, que merecia viver mais tempo entre nós, distribuir mais alegria e solidariedade. Poderia falar muitas outras coisas boas dele, o espaço é pequeno. Mas, com a permissão da sua filha Simone, reproduzo partes da mensagem postada na net.                          

“Não tem como descrever a dor que estamos sentindo nesse momento, é tudo muito difícil. Eu, minha mãe Elenice, meus irmãos Arthur Vieira, Flávio Vieira, Luiz Gustavo e toda a família, estamos tentando nos apegar aos momentos bons que tivemos com meu pai, que foram muitos. Ele era uma pessoa muito iluminada, muito pura, alegre e é desse jeito que vamos lembrar dele sempre. Eu sempre tive a imagem do meu pai, como um ser indestrutível. Ele era forte, corajoso, enfrentava tudo. Para mim nada nunca ia acontecer com ele, eu sempre falava que ele só iria nos deixar por ter seus 130 anos e olha lá, porque nada ia acontecer com ele antes disso. Ele sempre tinha uma palavra positiva, sempre tinha um consolo, a nossa força sempre veio dele. Assim como a nossa alegria também. Nossas festas eram cheias de música animada e muita dança, era disso que ele gostava. Ele sempre nos fazia rir, sempre dançava, brincava com todo mundo. Tenho certeza que aonde ele estiver, é assim que ele estará. Ficamos impressionados com o tanto que ele era querido, o tanto de gente que foi se despedir e agradeceu por alguma ajuda que ele deu, todos tinham uma história para contar dele. 
Meu pai era muito bondoso, tinha um coração enorme, pensava mais nos outros do que nele mesmo. Não merecia acabar assim. Mas são propósitos de Deus que nunca entenderemos.  Ele vai fazer muita falta como pai, marido, irmão, tio, amigo e pelo que ele significava para cada um de nós. Tenho certeza que meu pai está em paz e em bom lugar. Major, você sempre será lembrado com esse sorriso. Vamos te amar eternamente”. É Flávio, você nos deixou de forma antecipada. Na nossa comemoração de um próximo título corintiano, com certeza você estará entre nós, reforçando no coro “Timão, eô, Timão, eô. É campeão, É campeão”.

Para você meu nobre amigo Flávio, rendo-lhe minhas homenagens, recordando a celebre frase do Fiori Giglioti, eterno locutor esportivo da Rádio Bandeirantes: “o Flávio da Lotérica “subiu” e foi falar de futebol lá no céu. Mas ficará por todo o sempre incrustado no carinho, no coração, na ternura e na sinceridade do nosso cantinho da saudade”.        

Fotos do Evento


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