Lucas Dias
06/02/2019
Região 

Instituto Butantan pesquisa vacinas contra o Influenza H7N9

Vírus de origem aviária tem potencial para causar pandemia; Hospital das Clínicas de SP convocou voluntários para estudos

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O Instituto Butantan (IB), vinculado à Secretaria de Estado da Saúde, informa que está produzindo lotes experimentais de vários tipos de vacinas contra o Influenza H7N9, vírus de origem aviária, com potencial para causar uma pandemia, epidemia que se espalha em um continente.

Vale destacar que o vírus H7N9 infectou 1.223 pessoas na China, no ano de 2013, porém o que assustou o mundo foi o alto índice de letalidade: 380 pacientes, segundo as notificações à Organização Mundial da Saúde (OMS).

Após estudos, constatou-se que se tratava de um novo vírus, que contaminava aves e depois era transmitido aos humanos. Apesar disso, ainda não há uma compreensão completa sobre como ocorre a transmissão. Especialistas acreditam que a difusão esteja relacionada ao convívio com aves silvestres e até em granjas.


Potenciais

De acordo com o pesquisador Alexander Precioso, diretor da Divisão de Ensaios Clínicos e Farmacovigilância do IB, o estudo clínico, que começou em 2018, avalia sete potenciais vacinas contra o H7N9. A diferença entre elas ocorre na concentração do antígeno (quantidade do vírus inativado) e na presença de adjuvantes, substâncias usadas para compor vacinas inativadas para ajudar o antígeno a desencadear uma resposta imune.

Atualmente, há dois adjuvantes usados no trabalho: o IB160, produzido pelo próprio Instituto Butantan, e o SE, fabricado pelo Infectious Disease Research Institute (IDRI), entidade que tem parceria técnica-financeira no projeto e fica em Seattle, nos Estados Unidos.

“Somente após a finalização desse estudo clínico, poderemos identificar qual vacina será indicada para ser produzida, caso ocorra uma pandemia pelo Influenza H7N9, e saber a capacidade produtiva total do instituto”, explica Alexander Precioso.


Estudos

Na semana passada, o Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo convocou voluntários, entre 18 e 59 anos, saudáveis e de ambos os sexos (exceto gestantes) para a Fase I de Estudos Clínicos. Em outubro de 2018, o mesmo processo já havia sido anunciado pelo HC de Ribeirão Preto, no interior paulista.

“É muito importante a participação voluntária, pois a gripe aviária pode causar pneumonias graves. Essa doença tem causado muitas mortes em epidemias na China, podendo chegar às Américas”, explica a coordenadora do estudo da vacina contra o vírus Influenza, Zelinda Nakagawa.

Um dos próximos passos será a obtenção do Registro Regulatório da vacina junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que poderá exigir ou não a continuidade dos estudos clínicos, após o término da etapa inicial, com as fases subsequentes II e III.


Voluntários

O estudo clínico terá duração de aproximadamente um ano e busca avaliar a segurança, a imunogenicidade e o efeito poupador de dose do antígeno do Influenza H7N9. Para participar, basta fazer o agendamento junto ao HC São Paulo, pelos telefones (11) 2661-2276 ou 2661-7214, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

 


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