Lucas Dias
22/02/2019
Região 

Auditoria na Famema verifica a aplicação de recursos do SUS em hospitais de Marília

Justiça deu o prazo de sessenta dias para o Departamento de Auditoria do SUS apresentar o resultado e as medidas adotadas. Desde 2015, complexo Famema recebeu R$ 400 milhões para investimentos e custear os atendimentos.

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O Complexo Famema, que é responsável por três hospitais e um ambulatório do governo do estado, em Marília, está passando por auditoria para verificar a aplicação de recursos transferidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Uma equipe do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus), ligado ao Ministério da Saúde, está fazendo um levantamento nas contas desde o fim de janeiro. A Justiça deu o prazo de 60 dias para o Denasus apresentar o resultado e as medidas adotadas.

O Ministério Público Federal (MPF) realizou no começo de fevereiro a segunda fase da Operação Esculápio deflagrada em 2015, e que investiga fraudes em licitações e desvios de recursos do Hospital das Clínicas. De acordo a Secretaria Estadual da Saúde, responsável pelos repasses do SUS, o complexo Famema recebeu R$ 400 milhões para investimentos e custear os atendimentos.

O repasse de verbas é feito via governo do estado, que mantém convênio para com a Famar - fundação criada em 2007 para gerir os recursos. A Famar é investigada pelo Ministério Público, que apura suspeitas de irregularidades em contratos do complexo Famema.

A Secretaria Estadual de Saúde informou que não há novos contratos firmados com a Famar neste ano.

A força-tarefa do MPF já apresentou à Justiça três denúncias contra membros da diretoria da Famar, médicos e empresários da cidade por suspeitas de fraudes em licitação em serviços contratados pelo Hospital das Clínicas, como de hemodiálise, oftalmologia e de radioterapia.

Na mesma ação em que pediu a auditoria, o MPF ainda sugeriu a intervenção do Estado nas contas da autarquia, a extinção da Famar e a substituição de todos os ocupantes de cargos de direção da entidade. No entanto, a Justiça Federal não aceitou os pedidos.

A Secretaria Estadual de Saúde afirmou que está à disposição do Ministério Público Federal. (Por G1 – Bauru)


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