22/11/2017

Diagnóstico Brasil justifica demora na entrega de relatório sobre hospital

O Relatório final que avalia as finanças, especialmente de 2013 a 2016, da Santa Casa de Garça, ainda não foi concluído e pelo prazo preliminarmente oferecido para a conclusão, já ocorre um atraso de cerca de três meses. A Empresa Diagnóstico Brasil, contratada para o serviço, por meio de seu diretor, Wagner Caprioli, fala sobre o prazo de entrega do documento à Diretoria Executiva da entidade, em entrevista ao jornalista Paulo Francisco Scutari, funcionário e também integrante do Conselho e Administração.  

PAULO – Pode-se dizer que a busca de maior credibilidade junto à população e aos segmentos diversos seria a grande razão da realização desse diagnóstico?

WAGNER – Sim. Desde o princípio nós vimos a diretoria da Irmandade da Santa Casa de Garça totalmente voltada a mostrar para toda população e segmentos da sociedade e clubes de serviço, o que está ocorrendo e o que ocorreu e quais os caminhos que se possa seguir, para que realmente Garça possa ter um hospital de fato. Com isso, a diretoria busca maior participação de toda comunidade de Garça. Isto porque é importante que todos venham a conhecer os fatos que levaram à situação de dificuldades porque hoje passa a Santa Casa. E também o esforço que o Município, através do Decreto de Intervenção faz para transformar o hospital, novamente, em um hospital que possa receber não somente a população de Garça, mas de toda a região, atendendo de uma forma muito melhor do que já é atendida hoje.

PAULO - Com trabalhos iniciados no começo do mês de junho, a Diagnóstico Brasil tinha uma previsão de, em cerca de três meses, entregar um relatório detalhado da situação financeira da Santa Casa, com apontamentos especialmente dos últimos quatro anos de gestão, ou seja, 2013/2016. Cerca de dois meses após o prazo previsto, este relatório ainda não foi entregue aos principais interessados. Qual a razão disso?

WAGNER – A Diagnóstico Brasil foi contratada no final do mês de maio e o contrato determinava que nós tínhamos 120 dias para que fizéssemos os levantamentos necessários para a elaboração do diagnóstico. Esses 120 dias compreendiam de maio a agosto e em final de agosto nós concluímos parte desses levantamentos, porque o que nós encontramos dentro da Santa Casa foi uma situação de caos. Nós não imaginávamos a situação que encontramos, principalmente sem sistema e a maioria dos funcionários que ocupavam os cargos diretivos e o gerenciamento da maioria dos setores, foi desligada, entrando no lugar pessoas que não tinham tanta experiência. Levamos ali, pelo menos, dois meses para organizar a situação, para ter acesso às informações, que, aliás, muitas delas, até o dia de hoje, ainda nos falta para concluir o diagnóstico. E nós dependemos, durante esse tempo, do setor Jurídico, do setor Contábil, que também encontraram a mesma dificuldade que encontramos.

PAULO – Mas há uma previsão para a entrega desse diagnóstico?

WAGNER – Nossa intenção é entregar o mais rapidamente esse diagnóstico, mas entregá-lo com o conteúdo que nós propusemos, para que ele possa apontar, dentro das condições que o hospital tem, os melhores caminhos.   

PAULO - A empresa Diagnóstico Brasil tem se reportado ao Grupo Saúde Solidária, que foi o que se organizou até para bancar os custos desse trabalho, para justificar a não entrega do relatório até a data de hoje?

WAGNER – Estivemos, inclusive, com o Saúde Solidária, quando explicamos essa dificuldade nossa, e estou sempre em contato com um ou outro integrante, mas acredito que teremos uma reunião em breve, quando estarei esclarecendo a razão do atraso. Eu entendo a preocupação de todos, mas em função até deles não entenderem a questão administrativa, principalmente na área hospitalar e a complexidade de se buscar informações no Ministério da Saúde, na Secretaria Estadual de Saúde e na própria Secretaria Municipal de Saúde, e a demanda desses documentos para que possa chegar a nós, para que possamos elaborar o diagnóstico de forma correta, eu entendo que as pessoas que são leigas imaginem que tenha algum problema ou está sendo dificultado de alguma forma, mas não. Temos trabalhado justamente para dar transparência a tudo o que ocorreu de janeiro de 2013 até maio de 2017, que é o período que está no nosso contrato para a entrega do diagnóstico.

PAULO – Como é composto esse diagnóstico?

WAGNER – O diagnóstico é composto de vários segmentos dentro do hospital para que possa ser elucidado, da melhor forma, para que se busque os melhores caminhos. Isto para que a diretoria e a própria Prefeitura, que hoje está com uma Intervenção dentro do hospital, venham buscar condições melhores para que possam fazer com que a Santa Casa volte aos seus melhores dias.

PAULO – Uma vez concluído esse relatório, quais os principais segmentos locais deverão ter acesso às informações?

WAGNER – Pelo número de páginas que está atingindo o levantamento – são milhares de páginas -, devemos transformar tudo em PDF e vai ser entregue para a diretoria da Santa Casa, que foi a que nos contratou. A partir daí, a diretoria, juntamente com o prefeito, deve determinar quais são os segmentos aos quais vai seguir toda essa documentação. Eu estarei à disposição de todos os segmentos. Quem precisar de algum tipo de informação e a diretoria pedir para que eu faça apresentação, que eu explique, estarei à disposição para fazer.

PAULO – Para concluir: pode-se dizer que neste momento ainda não dá para dizer a data exata em que se estará entregando o relatório em função dessa complexidade que o sr. acabou de explicar?

WAGNER – Exatamente. Tenho trabalhado diuturnamente e em finais de semana para conseguir entregar o mais breve possível. E não existe interesse maior de concluir esse trabalho. Mas não posso ser leviano e entregar uma coisa inacabada, tendo de concluir, de forma responsável, para dar, realmente, a ferramenta que a Santa Casa precisa. 

 

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